| Publicado em: 25/09/2009 14:54 |
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Laboratórios de Xalatan e Aloxi perdem a patente de seus medicamentos até o final de 2009 |
Com o final da validade de diversas patentes de medicamento, o consumidor brasileiro poderá comprar remédios genéricos, com a fórmula idêntica dos já conhecidos no mercado, com 35% de desconto dos valores praticados. Medicamentos como o colírio “Xalatan” e Aloxi, para o tratamento do câncer, passarão por esse processo até o final de 2009.
Os laboratórios tentam adiar esses prazos, para usarem parte do lucro em novas pesquisas de medicamento. Eles lutam na justiça para conseguir ganhar o tempo perdido em testes das substâncias utilizadas. "Geralmente você aplica uma patente quando está no início de uma invenção de uma droga, por exemplo, e gasta mais ou menos dez anos para ter essa droga finalizada e pedir ao governo autorização para comercializá-la", afirma o Presidente do Conselho Consultivo da Interfarma, Jorge Raimundo.
A Pfizer entrou com recurso e conseguiu adiar para dezembro de 2010 a licença do Líptor, o remédio para colesterol mais vendido do mundo.
Uma indústria do Paraná acelera a produção, quer fabricar rapidamente todos os remédios com patente liberada. Nos cálculos da empresa, essas vendas devem somar 30% do faturamento no ano que vem. "O acesso a esse medicamento genérico é bastante importante, principalmente para aquele paciente que está aguardando a chegada desse produto. Estar entre os primeiros desses produtos é muito importante para o sucesso na estratégia de genéricos", diz o diretor de operações técnicas da Sandoz, José Luiz Martins Lopes.